Fuga(z)

o espontâneo, o pormenor, o retrato, o sentido - "Quem poderá deter o instante que não para de morrer?" (Sophia M.B. Andresen)

domingo, junho 18, 2006

Palavras Guardadas

Pela beleza do silêncio...
Pela serenidade do silêncio...
Ou talvez pela comodidade do silêncio...
Permaneci calada
Em silêncio
Guardadas para mim, as palavras crescem volumptuosas, como se exigissem sem pronunciadas,
Mas volto a preferir ficar calada,
O meu estado de espírito provoca as minhas palavras, para depois as enfraquecer
A força do silêncio embrutece-as, oprime-as,
As palavras, silenciosas, permanecem sentidas

5 Comments:

At 9:16 da tarde, Blogger JohnnyGil said...

Mas alguns são os casos em que as palavras precisam de ser pronunciadas e libertadas para serem plenamente sentidas.

 
At 6:35 da tarde, Blogger neu said...

O mundo anda pouco atento ao silêncio... mas o silêncio alberga maior riqueza do que 1000 palavras juntas.

Continua a partilhar algumas palavras connosco, é sempre bom
lê-las.

Bjokas****

 
At 8:59 da tarde, Anonymous Anónimo said...

sad words :/

 
At 1:26 da manhã, Anonymous Anónimo said...

Cheguei a este blog por acaso (bom, há acasos maiores...) e depois de ler este post senti-me tentado a ler os restantes (acho que é bom sinal). Gostei especialmente dos teus poemas...

hoje em dia existem tantos blogs, tantos textos, tantas pessoas a escrever, que por vezes as palavras se gastam e se perdem no meio de pensamentos confusos e pouco claros. obrigado por dares o devido sentido e uso às palavras.

 
At 3:58 da tarde, Blogger ritinha said...

Não me sinto capaz de avaliar se dou o devido sentido e uso às palavras...escrevo por mim e não para ninguém...de qualqer forma, é bom saber que a nossa escrita pode ter uma leitura agradável e que acaba por despertar algum sentimento nos outros e daí o meu agradecimento pelo comentário *

 

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